segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Feira de São Cristóvão - 31 de outubro de 2008

Por Eduardo P.Moreira

Foram poucas oportunidades que tivemos saindo de carro, com a Carol acompanhando meus pais em alguma ocasião. Uma delas foi uma visita à Feira de São Cristóvão, no bairro homônimo, em 2008. Jantamos comidas típicas, curtimos vários sons do Nordeste e nos divertimos um bocado. Algumas fotos estão meio estranhas, mas foram devido ao clima da noite haha

Meu pai Abelardo, Carol, minha irmã Juliana e minha mãe Ediméia

 Carol

 Comidas típicas huuuuummmm ...

 Flagrante de boca cheia haha

 Sorria, vocês estão sendo "observados"

 Qual foi ?

 o.O

Natal de 2007

Por Eduardo P.Moreira
Já se passaram 10 anos dos registros feitos abaixo. Mas parece que foi ontem. Aquele Natal foi muito especial, com a família dela e a minha reunidas na "Casa Rosa" em Belford Roxo na noite de Natal, e no dia posterior, dia 25 de dezembro, fui para Seropédica com meus pais e minha irmã, onde tenho parentes maternos, e passei o dia ao lado de pessoas muito queridas, incluindo um tio já falecido. Lá, como de costume, fiz algo que gosto muito: subir o Morro do Serrote.
Mas voltando à noite de Natal, fui pra variar o DJ do evento, tocando vários sucessos. A árvore de Natal estava linda, com vários presentes, e lembro bem que Carol estava maravilhosa, deslumbrante. Passar aquele Natal com ela e as nossas famílias foi inesquecível, uma noite muito bacana. Mais momentos que ficarão eternamente gravados nas nossas mentes e corações.

"Equipamento de som"

Luciane e João Paulo

Carol
Bia e Carol

Famílias reunidas na garagem da "Casa Rosa"


 Maria Eduarda e seus presentes

Carol e Dado

 Dado DJ =)

Luciane, Iracy, Carol e Susy

Galerinha confraternizando ... jogando WAR !

Fim de Noite de Natal, altas horas, vizinhança silenciosa

[Cartões] 20 de janeiro de 1998 - 4 meses de namoro

Por Editor

Desde o início do namoro, Dado já estava apaixonado pela Carol. Carol, entretanto, se mantinha na defensiva, sem explicitar o quanto de sentimento estava dentro do seu coração, com medo de se machucar ou se decepcionar talvez. Dado precisava ser lapidado ainda, muito imaturo e inexperiente, não oferecia tanta confiança assim. Mas Carol, apesar das declarações de amor dadas por Dado, se reservava em dizer "te adoro" em resposta ao "te amo" recebido sempre. Neste cartão, dado por Carol em comemoração de quatro meses de namoro, ela já dava dicas do seu sentimento, mas ainda não era o momento de dizer abertamente ...



 Uma das frases marcantes deste cartão foi a escrita por ela: "amigo é coisa pra se guardar do lado esquerdo do peito, mas como você sabe, eu guardo do lado direito", se referindo às particularidades do seu corpo, devido à Síndrome de Kartagenner e Situs Inversus, que deixa a posição dos órgãos internos invertida.
Mais uma daquela lembranças que ficarão pra sempre na memória ...

[Vídeos] Noite apertada - 13 de janeiro de 2008

Por Editor

Férias escolares das crianças, madrugada do dia 12 para o dia 13 de agosto de 2008. Carol, como sempre, indo dormir muito tarde, altas horas. Só que dessa vez nós também estávamos "no plantão", acordados até aquela hora e "tocando o terror" no quarto. Este vídeo é um dos nosso preferidos, e mesmo com a Carol xingando (principalmente  xingando o Dado), ela gostava muito de assistir. Dado fez a gravação, e ao terminar, ele já estava ansioso para acordar de manhã e ver como tinha ficado, foi uma coisa natural, engraçada, e que em vida Carol não gostaria que ele publicasse online. Mas ... merece ser compartilhado, aquela madrugada foi marcante ! Carol, com a sua permissão, vai ...
Abaixo estão publicados os três vídeos gravados em sequência, tentando descrever mais ou menos o que ocorreu em cada segmento para situar melhor quem estiver assistindo. CUIDADO, palavras de baixo calão nas imagens a seguir:

Palavras de Dado sobre a gravação:

"Inicio o vídeo registrando a hora: 3:10 da madrugada. Retorno ao quarto, Carol estava arrumando a roupa de cama para dormirmos, antes de ela ir tomar um banho. Como se vê nas imagens, o quarto estava superlotado, pois era o único cômodo com ar-condicionado da casa, e o calor do Rio de Janeiro nessa época é implacável. Claro que dormir "no quarto da dinda" era muito bom pela companhia da Carol, mas o ar-fresquinho de sempre (Carol dormia até no frio com o ar ligado) também era atrativo. João Pedro sem camisa (!) e Paulo Guilherme (Guigui) já deitado faz um sinal "de dedo do meio" para a câmera. Já começamos o vídeo bem ...
Carol recomenda cobrir o Guigui por causa do ar-condicionado e o garoto já estava soluçando. Pedro já está de cama arrumada, um colchonete em desnível e cheio de ondulações. Dado não conseguindo nem esticar as pernas ao se deitar, e com o gabinete do computador junto ao rosto (nessa época o computador dormia ligado para fazer downloads de madrugada em conexão discada, e para juntar pontos em um discador), e Pedro justificando que iria dormir sem camisa, mas que estava com uma camisa branca (quando devia dizer que a camisa seria transparente). Eu apago a luz e nessa hora o vídeo acabaria. Mas ..."

"Luz, câmera, ação. Ao acendermos a luz, continuamos a gravar. Guigui cheio do sono, falando "Pedro Pedro Pedro" duzentas vezes por minuto e mais de uma vez, eu exibindo a "situação precária" em que estávamos. Maria Eduarda estava dormindo no quarto dos avós nesse dia, até porque não tinha espaço para mais ninguém. Guigui nem conseguia pronunciar direito as palavras devido ao sono, falou que "jogamos o Jogo da Vida com a Lu (sua tia), com o c*", enfim, parei a gravação acreditando que iríamos dormir. Mas ... de novo!"

"Carol saiu do banho e entrou já dando bronca em todo mundo porque ainda estávamos acordados. E ela ? Mas ok ... Pedro queria dormir com a bola de tênis (nova versão do náufrago ?) e ela não deixou. Eu fiz uma analogia do Pedro com uma fita na cabeça com o Cazuza, ele estava parecido com o cantor. Ela repreendeu o Dado por virar a coberta do avesso, com a poeira possivelmente causando mal à sua respiração. Maior discussão e o Guigui falando sozinho "Pedro Pedro Pedro", que doideira. Tudo terminou com a Carol mandando Dado tomar naquele lugar e o vídeo foi cortado, mas não a tempo de evitar o palavrão. Enfim, vídeo histórico, foi uma noite muito louca aquela, inesquecível e marcante."

Parece algo simples demais, mas ao rever essas cenas e lembrar dessa noite, dá vontade de rir e, principalmente, fazer o tempo voltar.

*Espero que não se ofendam com os termos ditos nas imagens.

[Cartões] 1 Ano de namoro

Eu e Carol costumávamos lembrar e celebrar todos os dias 20, independente do mês. Posteriormente, por diversos motivos, a data era lembrada mas nem sempre celebrada com troca de presentes. Entretanto, sempre que possível, um dos objetos mais utilizados como presente ou lembrança nessa data era o cartão. Normalmente com frases românticas, ou mais no caso de Dado, com uma boa pitada de senso de humor (Carol também costumava às vezes utilizar esse diferencial), os cartões dados de presente foram sempre marcantes, como declaração, e servindo até como recados em alguns casos.
O cartão abaixo foi um presente meu (ainda como Duda ou Du) para a Carol, no dia 20 de novembro de 1998, em comemoração de UM ANO DE NAMORO.

Capa do cartão 

Continuação da capa


 Declaração

Este cartão, como todos os outros postados aqui no Blog, estão mantidos e preservados como lembranças desse eterno romance.

[Fotos] Momentos sem data, mas inesquecíveis

Por Editor

Imagens valem mais do que mil palavras. As fotos abaixo não tem data exata conhecida, mas acredita-se que sejam do período entre os anos de 1997 e 2000, e retratam dois momentos felizes de união entre Carol e Dado:


A imagem acima foi feita na chamada "Casa Rosa", um imóvel localizado em um bairro de Belford Roxo, pertencente ao pai da Carol, que aparece na imagem, à direita. Provavelmente a cena é de alguma data festiva.

A última imagem é em um prédio do bairro carioca do Leblon, onde o pai da Carol (de novo) é porteiro. Deve ter sido pela mesma época, pelo menos o tênis que Dado está usando é o mesmo da primeira imagem.

Saudades, muitas saudades ...

domingo, 19 de novembro de 2017

Começando, resumindo ...

Por Editor

Ana Carolina e Eduardo, Carol e Dado, intransigente e incompetente, um casal de primos de segundo grau que pelo parentesco tinham uma relação próxima, desde muito novos, até que no dia 20 de novembro de 1997 começaram a namorar. Muita coisa aconteceu depois, até que no dia 31 de dezembro de 2016 Carol se foi, devido a complicações de saúde. Mas antes, muita coisa aconteceu, e essas vivências que tentaremos recordar aqui, através das lembranças de seu eterno amor Dado e de seus familiares. Para confortar os corações e diminuir a tristeza pela perda, as boas lembranças serão recordadas, e depois que tudo aconteceu, percebemos o quanto de bom foi vivido, apesar de todo o sofrimento e percalços que o casal passou e vivenciou.

Dado nasceu em 18 de dezembro de 1978. Carol, em 18 de junho de 1979, exatamente seis meses depois. Ela nasceu com uma particularidade em relação a sua saúde: síndrome de Kartagenner, ou Discinesia Ciliar Primária (para mais detalhes, clique aqui). Resumidamente é uma característica genética que faz os cílios pulmonares, responsáveis pela filtragem das impurezas na respiração, não funcionarem direito, com movimentos descoordenados. Sendo assim, as impurezas ficam no pulmão, e só são expelidas através de fisioterapia respiratória. Além dessa característica, os órgãos da Carol eram invertidos, o coração do lado direito, a parte digestiva seguindo pro lado contrário, enfim, além de sinusite crônica e outros fatores que não precisam ser mencionados aqui e que não a faziam diferente, apenas as características boas que a faziam incrível, inigualável e inesquecível.

Na época do seu nascimento, com a constatação do seu estado de saúde, foi um pouco urgente que se fizesse o seu batismo logo. O pai do Dado, Abelardo, "estava por perto" e foi o padrinho. Ele já seria o primo de primeiro grau e futuramente seria também o sogro. Carol teve uma irmã mais velha anteriormente, que faleceu com pouco tempo de vida. E esse temor também ocorria em relação a Carol. Mas ela sobreviveu e viveu 37 anos.

Durante a sua infância, ela precisava ir ao médico com certa frequência, devido aos problemas respiratórios. Poucos médicos sabiam dizer o que estava ocorrendo, e acabava que sempre diagnosticavam doenças comuns, como pneumonia e sinusite apenas.

A sua infância foi complicada. Depressão a afligia com frequência, devido à vida diferente em que vivia, com idas frequentes a hospitais e consultas. Na escola, só consegui cursar até a quinta-série, no início do ano. O pai de Dado, padrinho da Carol, ía com frequência conversar com seu tio, pai da Carol. Dado ficava sabendo do que ocorria e achava estranha essa rotina de hospitais, depressão e problemas de saúde.

Aproximadamente em 1992, Dado começou a frequentar mais a casa de Carol e família. Eles já tinham tido contato no Jardim de Infância e no trabalho do pai do Dado, mesmo prédio onde o pai da Carol era porteiro. Em 1993 Dado tentou dar aulas de matemática a João Paulo, irmão da Carol, mas as aulas acabavam quase sempre em zoeira e bate-papo. Ou praia. Em 1994 Carol fez 15 anos, e Dado e família estavam presentes. A torta era da famosa e extinta confeitaria Chaika, que ficava em Ipanema. Curiosamente, torta similar fez parte do seu aniversário de 30 anos. Dado brincou que a próxima torta da Chaika seria no seu aniversário de 45 anos, mas infelizmente não será possível ...
Aniversário de 15 anos da Carol. Família do Dado reunida pra foto.
Dado era bizarro nessa época, Carol realmente fez muito bem a ele XD


Em 1994 Carol fez sua primeira cirurgia de correção de septo nasal. De modo louco e irresponsável, e como já tinha certa intimidade, Dado foi andar de bicicleta com a Carol na véspera de sua cirurgia. Na chamada "curva do calombo" existe uma pequena ladeira, e Dado já estava "aterrorizando" Carol muito antes sobre isso. Carol desceu gritando a ladeira, mas tudo correu bem. Imaginem se acontece algo e ela não pudesse passar pela cirurgia no dia posterior devido a algum acidente ciclístico ? Dado como sempre gostando de curtir a vida, de maneira um pouco irresponsável, mas curtindo a vida (e levando Carol junto).
 A pequena ladeira, algo simples mas desesperador pra Carol, que mal sabia passar as marchas da bicicleta ...


Já muito amigos e cúmplices, sempre conversando e se divertindo amigavelmente (às vezes nem tanto), Dado fez uma promessa a Carol: caso a sua cirurgia tivesse êxito, ele subiria a pé da sua casa até o Corcovado. Esta promessa foi paga, no dia em que Carol estava de saída deste mundo de sofrimento para outro muito melhor ...

Ainda falando sobre bicicletas e sobre irresponsabilidade, em 1995 Dado subiu de bicicleta a estrada que dá acesso à Vista Chinesa, atração turística do Rio de Janeiro. Ele e um amigo de escola sempre faziam esse trajeto e outro mais, após as aulas. Só que nesse dia, no meio do trajeto, viram um Ford Belina repleto de sujeitos estranhos subindo a estrada, todos olhando para Dado e seu amigo. Dali mesmo decidiram descer, pois provavelmente seriam assaltados. Dado desceu muito rápido, "e em uma curva em que ele sempre passava por dentro de um buraco mas que nesse dia ele procurou saber qual curva era essa para evitar o buraco mas não a encontrou na subida", ele acabou se acidentando. Ao se assustar ao ver o buraco que ele procurou na subida e que não viu, ele desviou pra fora, batendo na mureta e voando ribanceira abaixo. A sua bicicleta, após capotar, ainda bateu na sua cabeça, protegida com a camisa e um boné. O seu amigo rapidamente parou e o chamou, pois os sujeitos estavam descendo ... Dado desceu o barranco, pegou a bicicleta no ombro e a colocou na estrada. Ao perceber que estava quebrada, se deu conta que estava com a lateral direita do corpo toda ralada: pernas, barriga, peito, braços ... sentou-se e sangrou, só sentindo as dores a partir dessa constatação. Estava sem camisa. Nesse momento a Belina passou e os sujeitos nem pararam: só arregalaram os olhos ao vê-lo todo ferido. Após passar por uma cachoeira e tentar lavar os ferimentos (ai), foram pra casa da Carol, pois se fosse pra casa Dado levaria uma bronca pois seu pai o havia proibido de "ir pr'aqueles lados". Lá Carol cuidou de Dado, com curativos e remédios. Amigos eternos.
 A maldita curva


Em 1996, dezembro, aniversário de Dado. Um amigo ficou jogando umas indiretas pra Carol, que já havia tido um namorado no começo do ano, mas pela distância, o relacionamento não fluía. Dado se sentiu um pouco enciumado e começou a notar Carol com outros olhos. Começou aí uma série de tentativas de convencer Carol para ser sua namorada, muitas tentativas mesmo, mas nada deu certo: recados na sua agenda, desenhos, cartões, Carol permanecia como sua amiga. Dado aos poucos foi deixando de lado as iniciativas, para não desgastar a amizade.
 Luciane e Carlos (amigos de escola do Dado), Carol ao lado de Dado por coincidência, João Paulo (irmão da Carol) e Leonardo (amigo de escola). Logo logo Luciane e João Paulo ficariam juntos, poucos dias depois dessa foto.

Neste mesmo ano de 1996 fizeram curso de informática juntos, e Carol achava um dos professores "um gato". Dado por sua vez também comentava sobre uma estagiária, mas não passava disso. Após o término do curso, Dado foi convidado a ser estagiário e depois instrutor. No começo de 1997 ele foi para o Vidigal dar aulas em um curso comunitário, onde conheceu duas garotas, e em algumas ocasiões rolava uns beijinhos. Ao comentar isso com a Carol, algo nela foi aflorando, um sentimento diferente, de perda de um amigo que possivelmente estaria mais se dedicando a romances do que a ela. Neste período ela já havia terminado com namorado de outra cidade, mas ainda tinham raros contatos telefônicos. Até que em novembro de 1997, um sonho selou o destino: Dado teve um sonho com Carol, que terminava em um beijo, mas não contou a ela por temer que ela interpretasse como mais uma insistência em chama-la pra namorar. Só que dois dias depois, Carol veio ao Dado e contou que teve um sonho com ele: ELA DESCREVEU EXATAMENTE O QUE ELE SONHOU. E ainda por cima disse não entender o porquê de ela ter o beijado no sonho, quando na verdade o fato de terem tido o mesmo sonho era o que importava e intrigava.

Enfim, dia 20 de novembro a união definitiva entre eles teve início, alguns beijos no playground do prédio onde o pai da Carol era porteiro. Carol que propôs fazer "uma experiência", mas na semana seguinte já estava falando em casamento, o impedindo de sair para se divertir. Lembrando agora algo coincidente que pode-se falar como uma triste premonição: na sua agenda, Dado escreveu que a Carol "era de infartar, uma surprise inesperada". Infelizmente, Carol faleceu em 2016 por parada cardíaca como um dos fatores principais ...

Muita coisa, mas muita coisa aconteceu entre os dois. Tudo isso será recordado aqui. Dado tem uma memória que, ele não admite muito, é de certa forma notável. E conforme as lembranças forem aflorando, serão publicadas aqui. De preferência as boas recordações, pois o que importa agora não é remoer o que ocorreu, tentar se culpar por algo que foi feito ou não: recordar é viver, e Carol estará sempre viva nas nossas memórias, lembranças, mentes, corações e quem sabe até mais viva do que isso ?

Um livro começou a ser escrito sobre esta história de vida a dois. Mas o espaço aqui acaba sendo mais dinâmico, com fotos e vídeos, portanto aguardem por muitas novidades (e revelações). Sejam bem vindos(as) e espero que curtam. Carol merece toda a nossa reverência e homenagem.